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Um pouquinho de poesia em minha

História... 

A Intensidade da Minha Existência, da Minha Morte e do Meu Amor...

 

 

Gosto de emocionar-me com a beleza do sofisticado ou do simples, do muito ou do pouco, mas é do pouco que ficou marcada em minha lembrança de um parco sanduíche dividido entre eu e meus três filhos, numa disputa infernal e barulhenta de que eu mais gosto de lembrar.

 

 

Já frequentamos um hotel luxuoso onde os pilotos de Formula 1 se hospedam e pulamos muito sobre as camas com a temperatura escolhida por nós, mas é do frio e da barraca onde acampamos e buscamos por lenha no mato para nos aquecer que ficou gravado com mais intensidade em minha lembrança.

 

 

Já tive a mulher da minha vida e senti o prazer de um amor tão intenso que me apaixonei por mim mesmo depois de entender que o amor que eu sentia era só meu mesmo e ela era um meio para que eu experimentasse esse amor, então esse amor por essa mulher pode ser lembrado  pacificamente dentro de mim, sem me machucar mais. Pois sei amar.

 

 

Do simples Led Zeppelin tocando “Stairway to Heaven” depois de mais de 40 anos ou algo mais complexo como The Piano Guys tocando “Beethoven’s 5 Secrets”.. Porém sem ser refém nem de uma coisa nem de outra, porque ser feliz é possuir liberdade de sentir o amor, e o amor está entre o primeiro suspiro e o último que damos. Amor pra mim é isso... Esse momento, nesse instante fecundo como diria Mercedes Sosa em “Volver a los diecisiete” .É  um ciclo de vida...

 

 

Até que não exista mais nada de mim que me faça ser lembrado... Mesmo assim, meu amor estará impregnado em alguma coisa, em alguma molécula ao menos, pois eu existi intensamente nesse mundo um dia, porque ao morrer pela primeira vez, eu já estava muito feliz comigo mesmo e pela vida que vivi até ali, portanto, ao morrer pela próxima e última vez, estarei totalmente em paz e completo de amor, e apesar de ir contrariado, estarei preparado para essa ocasião.

 

 

Como eu posso afirmar uma coisa dessas? É porque já morri uma vez em 18/03/2002 às 13h45 da tarde, numa segunda-feira com um sol brilhante e algumas nuvens no céu... Ao receber um tiro no pescoço, ou melhor, acreditei fortemente que morreria naquele momento.

 

 

Depois de experimentar dolorosamente as fases da negação, raiva, revolta, aceitação e superação, por ter ficado tetraplégico, resolvi voltar a viver intensamente, e consegui de uma forma que eu jamais imaginei que fosse possível. Então eu garanto que a vida merece ser vivida em quaisquer circunstâncias. Se eu naquelas condições tão desfavoráveis, consegui, qualquer um conseguirá também, se quiser.

 

 

Depois de partir... Mesmo depois de várias gerações, onde não exista mais nada de mim que me faça ser lembrado e nem sequer alguém me reconheça em algum retrato meu... Mesmo assim, meu amor estará impregnado em alguma coisa, em alguma molécula ao menos, pois eu existi nesse mundo um dia, amei intensamente a vida, amei muito as outras pessoas e deixei uma marca.

 

 

Adriano Lachovski

www.tetracoach.com.br