213.136.68.210 Autoconhecimento: O que é e para quê... | tetra
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Autoconhecimento:

O que é e o que proporciona

 

Por Adriano Lachovski - Master Coach Sênior -  O Treinador de Mentes

 

Uma pessoa muito famosa e muitíssimo querida de todos nós disse certa vez em entrevista o seguinte: “Eu acho que vou ser feliz quando for uma pessoa realmente completa. Por enquanto, eu sei que ainda não sou.” (Adivinhe quem disse isso? Vai se surpreender)
Pare para pensar: O que é ser feliz pra você? Que rumo sua vida está tomando? O que tem feito por seus sonhos? Quais são seus limites? Quem é você?


A seguir, a metáfora de ser muito feliz em um castelo, representa bem o que quero abordar. Imagine-se em um castelo imenso, maravilhoso, luxuoso, pomposo, cheio de ouro, as melhores comidas, os melhores artistas e seus shows para entretenimento, enfim um castelo com muralhas bem guardadas proporcionando segurança onde se tem de tudo, menos um espelho.


Reconhecemos e percebemos tudo que faz parte desse castelo e passamos a atribuir níveis de importâncias a outras pessoas, aos bens ou comodidades existentes, que até pode ser chamado de ”sucesso”. Enxergamos o externo e o contexto em que se apresentam conforme nossa interpretação, e por mais que tenhamos tudo nesse castelo, padecemos por falta de um espelho para olharmos para dentro de nós, para fazermos parte integrante do todo. Isso causa um afastamento de si mesmo, onde reconhecemos tudo fora de nós ao vivermos no externo, do lado de fora.

 

Acreditando ser o que somos a partir de referências externas e não a partir de nós mesmos.

É impressionante saber que a solução para todos os problemas está sempre do lado de dentro. E o mais incrível ainda é a falta de conscienciosidade das pessoas que insistem na busca infrutífera por respostas e soluções fora delas, sendo que o verdadeiro domínio e poder estão sempre no interior de cada um.


Suas atitudes devem estar acompanhadas dos seus melhores sentimentos, formando um trio imbatível, os dois e você... Atitudes e sentimentos congruentes para conhecer-se mais, gostar-se mais, reconhecer os sentimentos do outro a partir do outro, observando-se e percebendo-se mais o tempo todo, resultará no tão falado e pouco praticado autoconhecimento.

Não fique tentando mudar ninguém além de você mesmo, isso é inútil e contraproducente. Empenhe-se em procurar contato com um espelho e encarar aquela criatura que está ali e pergunte-se de maneira firme: Quem eu sou? Para que existo? O que eu devo fazer a partir do que eu quero e não mais do que querem que eu faça ou o que tenho que fazer?


Eu me gostando mais, me entendo mais, acreditando mais em mim e respeitando quem eu sou na essência, amplio meus limites. Terei um maior entendimento e respeito sobre mim, o outro e as coisas a minha volta. A falta ou o pouco de conhecimento sobre você, suas crenças e seus valores é como um espelho fragmentado, onde você mal se enxerga, vê apenas em um pequeno pedaço do espelho, uma verdade tomada às vezes por inteiro, achando-a completa. Quando na verdade há muito mais para ser unido, juntado para que não sinta sempre que está faltando alguma coisa (aquela sensação de vazio) e não saiba exatamente o que é.
 

 Ao juntarmos todos os pedaços, teremos a visão completa de quem somos e pararemos de ficar fazendo suposições e “achismos” ao

analisarmos um fragmento apenas, seja ele maior ou menor, mas que carece de um todo. Isso nos aproxima de nossos valores fundamentais, missão e propósito de vida e fazem com que tenhamos ações congruentes com eles de maneira consciente, aplicada e com sabedoria.O autoconhecimento proporciona às pessoas:- Afastamento de problemas e foco em soluções;- Adotarem padrões positivos de pensamento e evitarem lixo mental;

 

- Ficarem bem onde elas estão sem se sentirem deslocadas, pois sabem aguardar sua hora com paciência;- Não projetarem nos outros as suas neuroses e conflitos internos, pois resolvem-nos prontamente;- Serem admiradas e elogiadas, pois todos gostam de estar ao lado de pessoas equilibradas e ponderadas;- Experimentarem paz interior constante sabendo aquietar-se em momento oportuno;- Não fazerem alardes, não fazerem críticas, nem viverem reclamando de tudo, de todos, para todos;- Uma autorresponsabilidade sobre tudo, você é o único responsável pela vida que tem levado e pelos resultados que tem obtido;-

 

Equilíbrio emocional, independentemente de estarem certas ou erradas, sempre

se preocupam com a solução;- Estarem sempre atentas ao presente com proatividade dando o valor devido ao tempo sabendo priorizar, tem iniciativa necessitando de menos monitoramento;- Relacionarem-se facilmente com qualquer outra pessoa entendendo que cada um é único e pensa diferente ao seu modo e baseado em suas crenças;- Planejarem e medirem as consequências antecipadamente para atingirem seus objetivos;- Autoconfiança e autoestima necessárias para conseguirem chegar a algum lugar melhor, pois são persistentes;- Não se preocuparem com que os outros dizem e sim com o que realmente acreditam ser;

- A facilidade de convivência ou liderança de um grupo devido a transparência, assertividade e respeito ao ser humano.

Essas atitudes que acabo de descrever estão presentes em sua vida? Não... Hummm, isso é ruim! Mas tenho uma notícia boa! Assim como treinamos nossos músculos para um esporte, também podemos treinar nossas mentes a terem autoconhecimento e consequentemente inteligência emocional para nosso verdadeiro sucesso e felicidade, com sustentabilidade e sem superficialidades.


O famoso “infeliz” a que me referi no início é nada menos que Ayrton Senna da Silva... Ele: “Acha que vai ser feliz quando for uma pessoa realmente completa, mas sabe que ainda não é.” Sabemos que teve sucesso espetacular em sua carreira, ganhou milhões, tinha qualquer coisa que o dinheiro podia comprar.

Bem provavelmente carecia de autoconhecimento suficiente que fornecesse uma paz interior e equilíbrio interno para suportar as dificuldades externas com inteligência emocional. Digo isso baseado na falta de controle emocional que demonstrou em algumas oportunidades, como por exemplo: seu relacionamento interpessoal com Prost, abandonar uma reunião de briefing por se sentir contrariado e não ter paciência para argumentar, não entender a “politicagem” da Formula Um etc...


Não é minha intenção aqui desmerecer um herói brasileiro do qual sou e serei fã para sempre, mas para entender que até esse homem com feitos e vitórias extraordinárias e que nos trouxe tantas alegrias e orgulho, deu várias “escorregadas fora das pistas” e agiu de modo impróprio.

 

Creio que procurava ser uma pessoa completa do lado de fora e certamente não encontrou. Foi um extraordinário piloto nas pistas do mundo todo e em se tratando de suas pistas internas, provavelmente não foi tão bom piloto, deixando essa tarefa importante para o piloto automático, como muitos de nós fazemos... Perdendo para o piloto automático da vida a corrida mais importante... Viver plenamente no comando e controle dela.

Texto de Adriano Lachovski – Mentor & Treinador de Coaches 

Criador do Método Coaching Comportamental 360º

Master Coach Sênior -"o TetraCoach"
www.TetraCoach.com.br
Informe-se pelo fone 41 3377-1444